sábado, 5 de janeiro de 2013

Ligações Químicas


As ligações químicas entre dois átomos se estabelecem quando a força de união entre eles é suficiente para dar origem a um agregado estável, que pode ser considerado como espécie molecular independente. Apenas os gases nobres ou inertes e os metais em estado gasoso apresentam estrutura interna configurada por átomos isolados. As outras substâncias iram se ligar a outros átomos para tentar completar sua camada de valência e atingir a estabilidade de acordo com a regra do octeto em que os elementos químicos devem sempre conter 8 elétrons na última camada eletrônica ou camada de valência. Os átomos menores em número de elétrons tendem a alcançar o dueto, ou seja, procuram conseguir dois elétrons na camada de valência como o hélio: (Z = 2). Desta forma os átomos ficam estáveis, com a configuração idêntica à dos gases nobres.

·         Há três tipos de ligações químicas:   
 -- Ligação Iônica – perda ou ganho de elétrons.
 -- Ligação Covalente – compartilhamento de elétrons.
 -- Ligação Metálica – átomos neutros e cátions mergulhados numa "nuvem" de elétrons.
       I.            Ligação Iônica ou Eletrovalente
             É um tipo de ligação química baseada na atração eletrostática entre dois íons carregados com cargas opostas (íons são átomos em desequilíbrio elétrico e apresentam carga positiva ou negativa). Essa ligação é a única em que a transferência de elétrons é definitiva.
       Esse tipo de ligação geralmente ocorre entre um átomo ou agrupamento de átomos que tem tendência a ceder elétrons e um átomo ou agrupamento de átomos que tem tendência a receber elétrons. Os átomos que apresentam facilidade em perder elétrons, são em geral os METAIS das famílias IA, IIA e IIIA, e os que recebem elétrons são os AMETAIS das famílias VA, VIA e VIIA. 
     As ligações iônicas formam compostos iônicos que são constituídos de cátions e ânions. Tais compostos iônicos formam-se de acordo com a capacidade de cada átomo de ganhar ou perder elétrons. Essa capacidade é a valência. Uma ligação iônica forma-se entre um metal e um ametal ou entre um metal e o H.


       II.            Ligação Covalente
           Esta ligação é caracterizada pelo compartilhamento de elétrons, geralmente é feita entre os ametais e ametais, hidrogênio e ametais e hidrogênio com hidrogênio.
        Na ligação covalente, cada par eletrônico formado pertence simultaneamente aos dois átomos. As moléculas são estruturas eletricamente neutras porque não ocorre nem ganho nem perda de elétrons, apenas o compartilhamento.
            Se cada átomo contribui com 1 elétron para estabele­cer o par eletrônico, a ligação é chamada covalente comum  ou simplesmente covalente. Se os dois elétrons pertencem a um só átomo, a ligação é chamada covalente dativa ou coordenada. Os com­postos que apresentam os átomos ligados apenas por ligação covalente são chamados compostos moleculares.
Exemplo de ligação covalente simples:

A ligação covalente dativa ou coordenada é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir elétrons para completá-lo sendo que a seta aponta para o átomo que foi beneficiado. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência, ou seja, a configuração eletrônica dos gases nobres. Sendo assim, um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência.
Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre se liga a dois de oxigênio para formar o dióxido de enxofre (SO2).      
O = S → O
       I.            Ligação Metálica
           É a ligação entre metais e metais. Formam as chamadas ligas metálicas que são cada vez mais importantes para o nosso dia-a-dia. Na ligação entre átomos de um elemento metálico ocorre liberação parcial dos elétrons mais externos, com a consequente formação de cátions, que formam as células unitárias.         
            Esses cátions têm suas cargas estabilizadas pelos elétrons que foram liberados e que ficam envolvendo a estrutura como uma nuvem eletrônica. São dotados de um certo movimento e, por isso, chamados de elétrons livres. Essa movimentação dos elétrons livres explica por que os metais são bons condutores elétricos e térmicos.
          Pode-se dizer que o metal seria um aglomerado de átomos neutros e cátions, mergulhados numa nuvem ou “mar” de elétrons livres. Esta nuvem de elétrons funcionaria como a ligação metálica, que mantém os átomos unidos.
Fernanda Gabriella
-Equipe É Hora de FisicoQuímica
Fontes:
http://www.coladaweb.com/quimica/quimica-geral/ligacao-covalente
http://www.brasilescola.com/quimica/ligacao-covalente.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/ligacao-covalente.htm
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/ligacoes-quimicas-metais-nao-metais-ligacoes-ionicas-e-ligacoes-covalentes.htm
http://www.coladaweb.com/quimica/quimica-geral/ligacao-quimica
http://www.infoescola.com/quimica/ligacao-covalente/
http://www.soq.com.br/conteudos/ef/ligacoesquimicas/p2.php



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